Entrevista: Ariel Ayres

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foto_arielaires_Ariel Ayres escreve desde muito novo. Com treze anos terminou seu primeiro livro, “Os Contos de Aesinër”, que nunca foi publicado. A sua primeira publicação foi em 2011, com dezesseis anos. Um ano depois, publicou seu segundo romance, e em 2013 seu terceiro, de forma digital. Atualmente trabalha na segunda edição de um livro, “O Quatro”, e pretende lançá-lo no final de 2015.

Em “A Casa do Prefeito”, somos apresentados a um belo cenário steampunk, cavalos mecânicos e tudo o mais. Por que a escolha da temática?

Steampunk é um de meus estilos favoritos, mas, ironicamente, nunca tinha me aventurado por ele. Quando encontrei a Trasgo pela primeira vez, vi a referência ao steampunk e lembro de ter pensado, “por que não?”. Depois disso, pretendo experimentar mais no subgênero!

Você foi o primeiro autor que teve um conto rejeitado para a Trasgo, retrabalhou ele inteiro e depois foi aprovado. Como foi esse processo de reconstruir o conto?

Caramba, foi fantástico. Confesso que a primeira versão do conto foi escrita em um momento meio turbulento. Eu estava terminando o livro que lancei ano passado (que já estou reescrevendo, vale frisar *risos*) e me preparando para participar do Prêmio Bang! 2014, por isso fui um tanto descuidado. Quando recebi a recusa e, melhor ainda, a explicação do porquê da recusa, eu disse a mim mesmo que precisava tentar de novo. Tinha me apegado ao Universo de Hawgüan, do Estripador (que, naquela versão, só aparecia uma única vez) e de Krauqr. Reli, vi que estava bem ruinzinho mesmo, e passei um mês retrabalhando tudo e a todos. A história é a mesma, porém com uma roupagem distinta, com novos personagens e mais profunda.

Quais são seus autores favoritos e referências?

Não posso entrar numa entrevista sem citar meu trio de favoritos: Douglas Adams, Agatha Christie e Isaac Asimov. Gênios em suas épocas, gêneros e livros. Com Agatha, aprendi a a dizer tudo de maneira discreta, sem que o leitor perceba; Asimov me ensinou como a sociedade é importante e como ela, sendo uma massa disforme de individualidades, pode fazer a diferença; Douglas Adams, do seu jeito, me ensinou que o humor em livros pode ser inteligente sem ser ridículo. Afora esses três, eu citaria o romance “A Menina que Roubava Livros”, de Markus Zusak, que é “só” meu livro favorito! Aprendi, com ele, a brincar com as palavras e que uma história pode ser teatral em sua prosa.

Você tem alguns livros publicados. Pode nos contar um pouco sobre eles?

Publiquei três, nessa ordem: “A Chuva”, “O Quatro – Versão Negra” e “Paenes Umbra”. O primeiro é um romance policial que conta a história do detetive, um cara extremamente perturbado pelo passado, que se encontra em uma missão perigosa: pegar Dimitri, um assassino de mulheres que começa a deixar pistas. Ele decide, então, se entregar, e é trabalho do detetive tentar entender a razão por trás disso. “Paenes Umbra” foi lançado de maneira digital, mas foi retirado da loja, pois estou reescrevendo-o no momento. É um romance em contos de terror que conta a história de um homem que, após entrar em uma livraria abandonada, se depara com um velho estranho que decide contar-lhe histórias de terror. “O Quatro – Versão Negra” é uma fantasia urbana contemporânea. Os quatro elementos vêm para a Terra, dominam o corpo de quatro adolescentes e os usam para dizimar a raça humana.

Apresente-nos um pouco sobre o Clube de Autores de Fantasia.

O Clube de Autores de Fantasia (ou CAF) é um grupo de autores que tem um objetivo em comum: valorizar a literatura nacional e ajudar, tanto escritores como leitores, a encontrar e apoiar livros brasileiros de qualidade. Sou o Coordenador de Projetos da equipe e conheci esse grupo há poucos meses, na verdade. Não só é um grupo de literatos, mas de amigos que se apoiam e se ajudam. Muitas das coisas que escrevi esse ano foram por causa deles e de seus incentivos nas horas certas. Digo, sem medo de soar piegas, que foi uma das melhores coisas que me aconteceu!

No que tem trabalhado que pode nos adiantar?

Estou trabalhando na segunda edição de “O Quatro – Versão Negra”, da série “Segundo Apocalipse”. Como em “A Casa do Prefeito”, estou colocando no livro uma nova roupagem, mantendo tanto a história como os personagens. Digamos que estou dando um “upgrade” no livro *risos*. Estou ficando muito feliz com o resultado e os leitores beta que estão acompanhando a produção capítulo por capítulo estão gostando até agora e isso é, certamente, um belo combustível pra continuar. Espero terminá-lo e lançá-lo esse ano, de maneira independente, pela Amazon.

Para quem gostou do conto, onde podem ver mais informações e acompanhar seu trabalho?

No momento não mantenho nenhum tipo de página ou blog focado nesses meus trabalhos, mas podem me adicionar no Facebook (fb.com/ariel.ayres) e no Instagram (/arielayres). Não só falo de meus livros, como também de minha música e eventualmente de minha vida de ator.

Editor
Editor
Rodrigo van Kampen é escritor, editor da Revista Trasgo, redator publicitário e foge de moto nos fins de semana. Já publicou em coletâneas da Aquário, Draco e em publicações independentes. Mora em Campinas com sua esposa e uma vira-lata, escreve em viverdaescrita.com.br e pode ser encontrado no Twitter como @rodrigovk.

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Leia o conto de Ariel Ayres, A Casa do Prefeito, aqui na Trasgo!

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