Entrevista: Caroline Policarpo Veloso

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Caroline Policarpo tem 17 anos e é estudante de ensino médio. Tem hobbies curiosos como literatura e astronomia. Participou de algumas antologias literárias, entre elas Sonhos Lúcidos e Livre para Voar, da Andross Editora.

Feita de um Sonho tem logo no começo uma figura forte de uma multidão sem rumo, empurrando a protagonista para algum lugar. Há várias interpretações possíveis, qual a sua favorita?

Penso na multidão como a representação de muitos pensamentos confusos, a mistura do medo com a curiosidade. A multidão faz a protagonista sentir-se oprimida, já que seu lado consciente entra em conflito com o inconsciente. Para mim a principal função dessa passagem é criar uma atmosfera tensa, a fim de mostrar como Roberta se sente no sonho.

Você participou também da coletânea Sonhos Lúcidos, lançada pela Editora Andross. Qual a sua fascinação por mundos de sonhos?

Nos sonhos tudo é possível. Eles têm uma atmosfera mágica em que os limites entre o real e o imaginado são muito tênues, e é muito interessante explorar esses limites, lidar com os limiares da sanidade humana.

Quais são seus autores favoritos, referências?

Admiro muito Clarice Lispector. Seu estilo de escrita e seus temas profundos, as obras de Clarice me fizeram refletir muito. Adoro também Marian Keyes, Douglas Adams, J. K. Rowling e Carlos Ruiz Záfon. São autores com estilos bem diferentes, mas todos eles me mostraram algo importante sobre o modo de encarar a vida e a literatura.

Você nos contou que tem um romance juvenil para publicar. Pode nos contar um pouco sobre?

O título é Hírons. Conta a história de um jovem que vivia em um povoado afastado e recebe a visita de um curioso animal semelhante a um cavalo alado – um híron. Este animal conduz o garoto a uma dimensão paralela povoada por criaturas fantásticas, onde a magia é uma ciência em desenvolvimento e não compreendida por completo. Estou negociando sua publicação com uma editora, mas ainda há alguns pontos a acertar, então não posso dar mais detalhes por hora.

No que mais tem trabalhado? Há alguma coisa para sair em breve?

Em agosto serão lançadas pela Andross Editora mais duas antologias das quais estou participando: Horas Sombrias e Utopia. A primeira de horror, a segunda de fantasia. Participo também da antologia Mundos – Volume II, da Editora Buriti, que tem previsão de lançamento para julho, e de Contos do Incomum, da Editora Incomum. Além disso, estou trabalhando em um novo romance de fantasia, Abaixo do Céu, mas ainda devo demorar alguns meses para concluí-lo e buscar publicação. Tenho também uma coletânea de poesias com o título provisório de Palavras Andarilhas que provavelmente publicarei em breve, talvez de forma independente.

Quem quiser buscar e conhecer mais sobre o seu trabalho deve procurar onde?

Por enquanto, além das publicações em antologias, não há muita coisa disponível. Fiz algumas contribuições ao blog de poesia Jardim sem Luar (jardimsemluar.blogspot.com.br). Em breve terei novidades, estou aguardando algumas confirmações. Também sou cronista na revista eletrônica Friday (revistafriday.com.br), meus textos saem na última segunda-feira de cada mês.

Editor
Editor
Rodrigo van Kampen é escritor, editor da Revista Trasgo, redator publicitário e foge de moto nos fins de semana. Já publicou em coletâneas da Aquário, Draco e em publicações independentes. Mora em Campinas com sua esposa e uma vira-lata, escreve em viverdaescrita.com.br e pode ser encontrado no Twitter como @rodrigovk.

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