Entrevista: Jessica Borges

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Jessica Borges, 24, é aluna do último semestre do curso de Letras. Nasceu em São Paulo e é ainda uma iniciante no mundo das publicações. Adora ler, chocolate e cães, com a ordem variando no dia a dia. Acha escrever uma arte complicada, mas acredita que eventualmente vai acabar aprendendo.

O conto é claramente inspirado no filme Labirinto, mas com uma abordagem um pouco mais madura. Conte um pouco para a gente da sua relação com o filme.

É até engraçado, mas eu nunca tinha assistido a esse filme quando eu era criança e entrei em contato com ele de uma maneira bastante curiosa: eu precisava fazer um trabalho para a faculdade e decidi falar sobre o grotesco. Dando uma olhada na internet, encontrei uma apresentação muito interessante que tinha como inspiração O Labirinto. Fiquei super curiosa para ver o filme e depois que assisti, adorei! O filme é realmente incrível e ficou martelando na minha cabeça um tempão, quando decidi usá-lo como referência para o conto.

Quais são suas referências e inspirações para este conto, além do filme?

O filme serviu de pano de fundo para a história, mas fui pinçando referências de outras coisas que eu gostava e que tinham me marcado de alguma forma. Com os bailes no castelo, por exemplo, eu quis puxar a cena das festas do Overlook, n’ O Iluminado do Stephen King, que para mim, é uma das coisas mais desconcertantes e assustadoras desse livro incrível. Usei também referências a alguns desenhos da Disney, principalmente a Bela e a Fera. Tentei também me inspirar no mito de Perséfone, que ficaria aprisionada no Hades caso acabasse comendo algo de lá. Eu fiz uma pequena bagunça e espero que tenha dado certo.

Além da jornada de Sarah, fiquei bastante interessado na evolução de Varsa, que começa fraca e aos poucos vence seus medos até se tornar uma figura poderosa no final do conto. Isso estava planejado desde o começo, ou apareceu durante a criação do conto?

Acabei escrevendo a história rápido, muito mais rápido do que eu escrevo normalmente. O primeiro esboço ficou pronto em uma tarde e fui pedindo a opinião de algumas amigas para saber no que eu precisava melhorá-la. Sarah era o foco principal da história e o final de Varsa foi aparecendo durante a escrita do conto. Eu imagino que ninguém deve ter sido mais maltratada pelo irmão do que ela, tendo suas escolhas jogadas para escanteio e servindo apenas aos caprichos dele, e, por isso, ela devia ganhar espaço e mostrar que era dona de si mesma

O que mais você tem publicado, ou para sair, que você pode adiantar para a gente?

Na verdade, sou novata nesse mundo das publicações literárias! Há algum tempo um conto meu saiu na revista Offline, mas foi só. Tive um conto aceito para uma antologia da Editora Estronho, mas infelizmente a coletânea foi cancelada, e pretendo publicá-lo em e-book de forma independente. Tenho alguns contos e um romance que precisam de muita revisão. Sou meio chata com o que escrevo…

Há algo mais que queira divulgar nesta entrevista? Aproveite o espaço!

Meu blog pessoal ainda está em construção, mas queria divulgar, ainda que não tenha a ver com literatura, um trabalho legal sobre futebol, o passedeletra.com. Lá tem resenhas e comentários bem legais sobre os mais diversos temas relacionados ao esporte e eu colaboro com o pessoal de vez em quando.

Quem deseja conhecer melhor o seu trabalho, qual o caminho?

Eu tenho alguns textos antigos publicados – mas são realmente bem antigos – no blog nightsodespertar.blogspot.com.br e pretendo publicar alguns e-books até o final do ano.

Editor
Editor
Rodrigo van Kampen é escritor, editor da Revista Trasgo, redator publicitário e foge de moto nos fins de semana. Já publicou em coletâneas da Aquário, Draco e em publicações independentes. Mora em Campinas com sua esposa e uma vira-lata, escreve em viverdaescrita.com.br e pode ser encontrado no Twitter como @rodrigovk.

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