Entrevista: M.M Drack

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mmdrackAlém de escritora, M.M Drack é blogueira e tradutora. Nascida em 1991, essa singela representante da raça dos hobbits, que atende pelo nome de Mariana, é graduada em Jornalismo e Tradução atualmente estuda Língua e Literatura Italiana na Universidade Federal de Juiz de Fora. Nerd assumida, suas paixões vão desde a galáxia muito, muito distante de Star Wars às bonitas paragens da Terra Média, tudo isso passando por Gotham, Asgard, a ponte da U.S.S Enterprise e Hogwarts.

Primeira pergunta, é claro: de onde veio a ideia para "O Sangue da Magia"?

Eu tinha uma vaga ideia na cabeça para uma história que envolvesse a magia, a questão da caça às bruxas na Europa e como isso influenciou a imagem que temos hoje das bruxas e das mulheres da época de forma geral. Meu plano era mostrar o outro lado da História, que é sempre contada pelos vencedores ( no caso, os homens responsáveis pela matança de milhares de mulheres). Em "O Sangue da Magia", vemos a mulher detentora da magia não como uma entidade malévola como era pregado em obras como o Malleus Maleficarum, mas como um ser humano, como uma pessoa com vida própria, com dúvidas e anseios, que ama e que sofre, que sente e que se faz presente moldando o próprio destino.

Bruxaria é algo extremamente associado à narrativa feminina. Crescemos com princesas como modelo de perfeição, e com bruxas como sua contraparte, a vilã da história. Bruxas costumavam significar o que havia de mais indesejável em uma mulher: poder e ambição. Você acha que a ficção moderna ainda tem dificuldades pra lidar com a complexidade, a dualidade de suas personagens femininas?

Eu acredito que a ficção moderna ainda tem dificuldades em lidar com o protagonismo feminino de forma geral, seja em se tratanto de bruxas ou de princesas. Só que mesmo com obras que coloquem bruxas e feiticeiras em destaque como é o caso de "As Brumas de Avalon" e "Harry Potter", a ideia de ter uma mulher com poderes magicos, que dita sua história e constrói o seu próprio legado, ainda é meio difícil de engolir, por assim dizer.

Como é a sua rotina de escrita?

Eu não tenho uma rotina de escrita muito específica. Apenas coloco uma música e vou digitando. Pode ser em casa, nos intervalos da faculdade, quando dá pra relaxar e mergulhar nas ideias…

Qual sua bruxa fictícia favorita?

Correndo o risco de atrair a ira de inúmeras feiticeiras poderosas, me atrevo a dizer que sou uma grande fã da Professora Minerva McGonagall.

Conte um pouco dos seus outros projetos.

Atualmente estou trabalhando em ideias para expandir algumas das minhas histórias já concluídas, como uma continuação para "Coração da Terra: Contos de Ertha" e também tenho me planejado para participar do NaNoWriMo desse ano. Quem sabe o que pode vir por aí?

Clara Madrigano
Clara Madrigano
Clara Madrigano é escritora e jornalista, finalista premiada pelo concurso de roteiros do produtor da BBC John Yorke.

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