Entrevista: Priscila Barone

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Priscila Barone

Priscila Barone é uma bancária que gosta de escrever. É formada em Publicidade e Propaganda e PHD nos seriados Chaves e Chapolin. Para deixar claros os seus conhecimentos, gosta de soltar frases das ditas séries a cada cinco minutos. Quando não está lembrando às pessoas que a vingança nunca é plena, mata a alma e a envenena, está sentada em frente ao seu notebook, escrevendo alguma coisa.

Qual foi a inspiração para “Canção Abissal”?

Eu gosto muito do mangá “Monster”, do autor Naoki Urasawa. Acho interessante a forma como ele consegue humanizar até mesmo os mais frios vilões. Uma cena que me deixou particularmente tocada é quando o protagonista prepara um almoço para um dos chefões do crime. Ao ver a mesa belamente arrumada, o chefão pondera que suas atitudes na vida levaram seus irmãos a se tornarem inimigos, sua mulher e filhos a serem assassinados e nunca ter amigos em quem pudesse confiar. E apesar de todo o dinheiro que ele conseguiu, tudo o que mais desejava era compartilhar uma farta refeição à mesa com alguém querido… Queria que os personagens da minha história tivessem essa humanidade.

Adorei a parte conceitual da areia, “se cai como água, como é possível andar nela?” Como foi construir Clara, Pérola e Zasian?

Obrigada! Escrever “Canção Abissal” foi bem bacana. Essa foi uma daquelas histórias que fica batendo nos cantos da sua mente até você sentar para colocá-la para fora. Clara e Pérola já saíram praticamente prontas, quase falando sozinhas. Quem me deu um pouco mais de trabalho foi a Zasian. Basicamente por ela ser uma lula. Como eu não sabia nada sobre esses animaizinhos, tive que pesquisar bastante. A lula-colossal, que realmente existe, foi a base para Zasian.

Canção Abissal apresenta um cenário meio pós-apocalíptico com leveza. O que no começo aparenta uma fantasia, no final sugere um mundo com tecnologia avançada, talvez uma futura Terra. O que você acha?

Com certeza, é um mundo pós catástrofe. Porém, mesmo antes disso, alguns efeitos provavelmente se faziam sentir na Terra, pois já havia registros de seres humanos com guelras desenvolvidas. É possível que tivessem tecnologia avançada, e esta tenha tido alguma influência na devastação. Mas do ponto de vista da Clara, nada disso é conhecido.

Você tem outro conto publicado, pela editora Draco. Pode contar um pouco sobre ele?

Trata-se do conto Reminiscências, da Coletânea Boy’s Love. É um conto homo-erótico, que conta de que forma dois cientistas se conheceram. É claro que eu aproveitei o ensejo para colocar no papel a minha paixão por física quântica e teorias de viagem no espaço-tempo em geral. Na verdade, eu viajei bastante na maionese e inventei alguns conceitos doidos. Se alguma física ou físico por acaso ler esse conto, por favor, não me matem! Tenho também um outro conto, escolhido para outra coletânea da Draco. Chama-se “Pampa”, selecionado para a Coletânea Dinossauros. Mas esse só sai no ano que vem. Por isso é melhor não falar muito sobre ele.

Quais os seus próximos passos, ambições e desejos na literatura?

Eu comecei a escrever há pouco tempo, mas sempre gostei de contar histórias. Tenho um manuscrito de uma história de fantasia, que publicarei de forma independente em 2015, se tudo correr bem. E se as coisas continuarem nesse ritmo, em 2025 já terei dominado o mundo! Ops, quer dizer…

Onde podemos encontrar mais sobre você, seus textos e afins?

Por enquanto, só no meu Facebook e twitter mesmo!

fb.com/priscila.barone.1 e @Lilith_li

Editor
Editor
Rodrigo van Kampen é escritor, editor da Revista Trasgo, redator publicitário e foge de moto nos fins de semana. Já publicou em coletâneas da Aquário, Draco e em publicações independentes. Mora em Campinas com sua esposa e uma vira-lata, escreve em viverdaescrita.com.br e pode ser encontrado no Twitter como @rodrigovk.

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