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Entrevista: Andressa Aboud

Andressa Aboud , nascida e criada em São Paulo, se formou em Design no Mackenzie, mas nunca chegou a exercer a profissão. Em sua ânsia criativa se encontrou trabalhando com ilustração e concept art. É viciada em fadas e uma jogadora de RPG um tanto quanto teatral, além de estar enrolando para lançar suas próprias histórias.

Uma das coisas que mais gosto das capas da Trasgo é quando elas evocam histórias. Há uma história por trás daquele olhar?

Olha, da minha parte, acredito que toda ilustração conta uma história,por mais vaga que seja. Então, sim. Uma adolescente vivendo à margem da sociedade recebe uma proposta boa demais pra ser verdade. Por que alguém tão abonado pediria pra ser encontrado naquele beco, àquela hora?

Como é o seu processo de criação? Como foi criar essa capa para a Trasgo?

No caso da capa, eu já tinha mais ou menos em mente o que eu queria”contar”, por assim dizer. Então pulei essa etapa de entender o que eu estava criando e me joguei na pesquisa de referências. Nessa parte costumo pegar tudo que acredito que vá me ajudar, desde poses,iluminação até estilização e paleta de cores, e uso tudo isso para montar um moodboard. Com o moodboard montado, eu começo a rascunharthumbnails (rascunhos pequenos) para testar a composição. Escolho um,dou uma refinada no traço – nada muito elaborado porque eu pretendia fazer uma pintura sem linhas aparentes – e então parto para a colorização. A partir daí é saber ir do mais “geral” para os detalhes.:)

Com quais técnicas você prefere trabalhar? Como é o processo de aprendizagem?

Eu trabalho majoritariamente com arte digital. É um pouco difícil pra mim dizer que é, de fato, a minha técnica favorita (eu amo de paixão trabalhar com nanquim e aquarela), mas sem dúvida é a que eu utilizo a maior parte do tempo, além de ser a mais requisitada no mercado. O processo de aprendizagem acontece, em minha humilde opinião, em duas frentes: aprender a utilizar o programa e suas ferramentas e aprender teoria de pintura no geral. A primeira é auto-explicativa, já a segunda… bem. Acredito que tudo que você precisa estudar para pintura tradicional — anatomia, cor, luz, perspectiva, volume, valores,estilização, etc — você precisa estudar para a pintura digital. Por isso estudar em mídias tradicionais sempre auxilia no desenvolvimento do trabalho digital.

Suas ilustrações evocam movimento, o que acaba me remetendo à animação. Quais são suas inspirações e artistas favoritos?

Confesso que nada me deixa mais feliz do que ouvir das pessoas que o meu trabalho tem movimento. É realmente uma meta pessoal alcançada! Mas voltando ao assunto, é muito difícil delinear minhas inspirações. Houve todo um processo de formação da minha “biblioteca imagética” que veio desde os mangás e animações japonesas da minha infância até os as animações da Gobelins, concept artists dos grandes estúdios,quadrinistas indies e artistas com quem esbarro e continuo esbarrando por ai, absorvendo aspectos de cada um como uma esponja. Isso sem contar os vários amigos e colegas da área que me cercam e inspiram todos os dias! Mas se tiver que citar nomes, com certeza entram nessa lista o Estúdio Ghibli, Loish (Lois van Baarle), Natalie Hall, Claire Wendling,Cory Loftis, Núria Tamarit e Alphonse Mucha. Todos são artistas que eu adoro e me inspiram por diversos motivos, desde a temática predominante em seus trabalhos, o estilo até a forma como eles utilizam cor, escolhem composição… eu realmente adoro estes artistas!

No que tem trabalhado que pode contar para a gente?

Atualmente estou terminando a minha estadia na equipe da segunda temporada do Dino Aventuras — animação pré-escolar que passa na Disney channel e na Disney Jr —, a qual tive a honra de fazer parte. Trabalhei na criação de concepts para props, cenários e personagens, e acredito que ano que vem esteja no ar. Já no campo pessoal… bem, tenho algumas ideias engavetadas, mas o plano é ter algo para levar pra CCXP no final do ano. Quando eu tiver algo mais concreto, informo vocês direitinho.

Para quem gostou do seu material e quer ver mais ou entrar em contato,qual o caminho?

Bom, tem sempre o Facebook(fb.com/andressa.abu), onde faço postagens com alguma regularidade e tento sempre responder as mensagens. (rs!) Fora isso, tem o Instagram(/dressaboud) e o meu Behance (/dressaboud).

Editor
Editor
Rodrigo van Kampen é escritor, editor da Revista Trasgo, redator publicitário e foge de moto nos fins de semana. Já publicou em coletâneas da Aquário, Draco e em publicações independentes. Mora em Campinas com sua esposa e uma vira-lata, escreve em viverdaescrita.com.br e pode ser encontrado no Twitter como @rodrigovk.

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