Galeria – Filipe Pagliuso

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Filipe

Filipe Pagliuso nasceu e estudou em uma cidade pequena do inerior de SP chamada Jaboticabal, onde viveu a infância e adolescência, quando foi aprovado no curso de Design na Unesp de Bauru. Com seus 17 anos saiu de casa para começar a construir uma vida própria. Em uma parte desse percurso perdeu o pai, o que o ajudou a ter ainda mais força, quando se descobriu no desenho e pintura. Hoje aposta todas as suas fichas nisso. :)

De onde surgiu a capa da Trasgo? É de algum universo que você vem construindo, ou os elementos foram criados apenas para essa imagem?

Na capa da Trasgo não há nenhum elemento que eu já tenha pensando antes. Foi uma criação totalmente livre e solta, com a intenção de misturar sci-fi com fantasy art.

Qual foi o processo utilizado nesta imagem? Apenas digital?

Eu tenho o costume de estar sempre rabiscando no meu sketchbook, algumas vezes criando e outras (na maioria) simplesmente estudando e praticando. Para a capa da Trasgo eu simplesmente abri uma página em branco no photoshop e sai rabiscando descompromissadamente, até que começaram a ser boladas as idéias da garota e o ogro. O resto é o que foi mostado.

Você domina muito bem a arte digital e começa se aventurar também em outras técnicas, como aquarela e pintura a óleo. O que você prefere?

Depende muito do momento. A necessidade do mercado está totalmente em cima do digital, que tomou tudo de assalto. A aquarela e até mesmo a pintura a óleo são recursos mais para as horas de descanso. O preço de um trabalho em pintura tradicional comparado com um de pintura digital seria discrepante demais. O que eu costumo fazer é sempre estar estudando pintura digital e em alguns momentos de stress pintar algo com aquarela, assim mantenho a prática e uma variada na rotina.

Em seu portfolio há muitos trabalhos relacionados à ficção científica e fantasia, com cenários, maquinário e principalmente personagens. Por que a preferência em retratar o imaginário?

As coisas que eu mais gosto na arte são o desenho do corpo humano e o acabamento realista em pinturas. Isso sempre esteve comigo, tanto que eu tenho certa dificuldade pra trabalhar com personagens extremamente estilizados. Mas em 2011, durante um periodo em que eu precisava resolver de uma vez o que eu iria trabalhar no meu projeto de conclusão da Unesp, vi pela primeira vez uma obra do genial Frank Frazetta, pai do fantasy art como conhecemos hoje. Aquilo foi amor à primeira vista, e me tornei um fã incondicional do trabalho dele. Coleciono livros sobre fantasy, concept art, desenho e pintura, mas do Frazetta eu acabo comprando tudo que eu posso. Eu descobri que é dessa maneira que eu quero viver minha vida, proporcionar algo para o mundo e ser lembrado por isso. O Fantasy Art me completa hoje em dia.

Qual a influência dos jogos e do RPG na sua criação?

Antes eu quase não tinha nenhuma influencia relacionada a rpgs, por incrível que pareça. Quando decidi o que ia fazer como TCC, eu fiz uma parceria com um amigo de sala. Ele já tinha desenvolvido um universo completo de rpg, e decidi entrar dando uma cara para os personagens e cenários principais.

Quais seus artistas preferidos, suas referências?

São tantas pessoas que é até dificil fazer uma uma lista. A questão é que estou em contato com artistas do mundo todo pela internet 24 horas por dia, e cada um deles me influencia de uma forma diferente. Você deve estar sempre se alimentando de imagens para produzir boas imagens por si só. Na arte digital existem criaturas mitológicas pelo mundo, tal como Dave Rapoza, James Zapata, Dan LuVisi, entre muitos outros. Na arte tradicional vale muito a pena citar 3 artistas muito bons e que eu acompanho o processo, trabalho e evolução praticamente todo dia. Eles são Adrian Smith, Karl Kopinsky (estes dois mestres tanto na arte digital quanto na tradicional) e Riccardo Federici, da Itália, que eu sou fã de carteirinha. Uma pessoa com um conhecimento de anatomia humana e gestualidade que eu nunca havia visto igual.

Quem quiser ver mais do seu trabalho encontra onde?

Dêem uma olhada na minha galeria no Deviant Art e no meu blog, ambos com link abaixo. Farei um dominio próprio em breve, portanto podem aguardar. :)

Portfolio em http://filipe-pagliuso.deviantart.com/gallery/ e http://filipepagliuso.blogspot.com.br

Editor
Editor
Rodrigo van Kampen é escritor, editor da Revista Trasgo, redator publicitário e foge de moto nos fins de semana. Já publicou em coletâneas da Aquário, Draco e em publicações independentes. Mora em Campinas com sua esposa e uma vira-lata, escreve em viverdaescrita.com.br e pode ser encontrado no Twitter como @rodrigovk.

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Um comentário

  1. Guilherme Vertamatti / 14 de dezembro de 2013 at 10:01 / Responder

    Filipe, insanas as suas ilustrações! A primeira do robozinho com os olhos da Coca e Pepsi já me fez parar tudo o que eu estava fazendo e olhar todo o resto!

    Parabéns pela arte! E parabéns Rodrigo pela gigantesca promessa de uma ótima revista!

    Abrs!

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