Galeria: Jéssica Lang

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Jéssica Lang é formada em Design Gráfico e atua como ilustradora e quadrinista. Nas horas vagas, também é vampira. Participa de vários projetos artísticos, como o Bestiário Criativo e a Potato Cat. Possui um projeto no Apoia-se chamado Metalmancer, uma webcomic desenvolvida em parceria com Andrio Santos, sobre bruxaria e heavy metal. Adora inventar histórias, é apaixonada por fantasia, horror e coisas que brilham no escuro.

Em primeiro lugar, vamos falar da capa da Trasgo, que evoca tanto o imaginário cyberpunk como certa bruxaria. Há uma história por trás da ilustração?

Fico muito feliz com a sua pergunta, porque sempre tento contar uma história com as ilustrações que faço. Ano passado ouvi um conselho interessante, que dizia que a arte deveria conter uma narrativa. Desde então, busco aplicar isso em cada peça. Mas não posso contar qual é a história por trás da capa da Trasgo, eu prefiro que cada pessoa crie sua própria interpretação. O que posso dizer é que os dois conceitos citados estão presentes nela. Tanto o cyberpunk quanto a bruxaria são temáticas que eu adoro.

Como costuma ser o seu processo criativo? Você costuma imaginar cenários e contextos antes de desenhar, ou é o tipo de ilustradora que parte das formas para as histórias?

Meu processo depende muito do trabalho que está em minhas mãos. Por exemplo, eu tenho desenvolvido ilustrações mensais para a coluna do autor Enéias Tavares no Cosmo Nerd. Enéias dá dicas sobre escrita criativa, traçando paralelos com histórias épicas sobre criaturas mágicas. Quando eu me sento para pensar na representação das criaturas, a primeira coisa que faço é imaginar histórias para elas. Minha esfinge, por exemplo, trocou os livros empoeirados por lojas de discos e aderiu ao punk rock. Nada mais de ficar fazendo perguntas improdutivas para viajantes incautos.

Com quais técnicas prefere trabalhar?

Embora eu goste muito de lápis de cor e aquarela, minha técnica preferida é o digital.

Vamos falar de influências? Quais artistas, meios e gêneros você costuma observar?

Eu me apaixono facilmente. Toda vez que encontro um artista do qual gosto muito, vicio nele por semanas, coletando todas as referências possíveis e testando o que eu posso absorver do traço ou da técnica dele. A Laura Braga, por exemplo, faz quadrinhos incríveis e tem uma finalização que eu adoro. E o Ben Oliver consegue um efeito sensacional com a pintura. É muito suave, embora a arte dele seja muito intensa ao mesmo tempo. Eu também amo música, que é parte fundamental do meu processo. Não que as músicas que eu escute sempre tenham algo a ver com a temática que eu estou trabalhando. Mas eu gosto de aproveitar o ritmo para me inspirar. Heavy metal é obviamente algo muito forte e constante nas minhas trilhas sonoras, mas existem vários estilos que gosto, como o darkwave, por exemplo.

Conte-nos um pouco sobre Metalmancer.

Bom, como eu disse, música é algo fundamental para minha arte. Metalmancer surgiu da necessidade que eu e o Andrio Santos sentíamos de transmutar essa paixão pelo heavy metal em alguma outra coisa. Nesse caso, em quadrinhos. Não que para gostar da revista precise gostar ou conhecer o estilo, o que nós queríamos expor era o caráter de transgressão que está presente na melodia, nas letras e no cenário que permeia as músicas. Então, surgiu a ideia de fazer a webcomic, que conta a história de Vitória, uma bruxa necromante. A revista é gratuita, disponibilizada na plataforma online do Tapas. Mas também criamos um projeto de financiamento recorrente no Apoia-se para conseguir mantê-la no ar. Basicamente, usamos o dinheiro para enviar brindes para os apoiadores e pagar revisores. Já batemos a primeira meta e agora estamos pensando em formas de viabilizar a versão impressa.

Em que mais tem trabalhado que pode contar para os leitores da Trasgo?

Participo de outro projeto, um card game chamado Café Express. O jogo foi criado pelo Kevin e pela Samanta, donos da empresa Potato Cat, e eu estou cuidando da parte visual. Uma versão demo (print and play) vai sair gratuitamente pelo Studio Teia de Jogos e logo teremos também a versão completa impressa.

Para quem se interessou pelo seu trabalho, qual é o caminho?

Acho que o caminho mais rápido para falar comigo é através do Facebook. É só procurar por Jéssica Lang e me mandar uma mensagem. Ou entrar em contato por e-mail: jessi_lang@hotmail.com

Editor
Editor
Rodrigo van Kampen é escritor, editor da Revista Trasgo, redator publicitário e foge de moto nos fins de semana. Já publicou em coletâneas da Aquário, Draco e em publicações independentes. Mora em Campinas com sua esposa e uma vira-lata, escreve em viverdaescrita.com.br e pode ser encontrado no Twitter como @rodrigovk.

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