Galeria: Kelly Santos

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Kelly Santos é formada em Educação Artística pela UNESP de Bauru, onde começou a trabalhar com ilustração. Em 2006 começou estágio na Alto Astral Editora ilustrando revistas de entretenimento infantil; nesse período realizou também exposições individuais e coletivas. Atualmente faz ilustrações para a Galeria Estilo Livre e para a Editora Escala, trabalha como professora de Arte da rede municipal de São Paulo e ministra oficinas de animação básica para crianças.

A Dríade da capa da Trasgo é bem emotiva, pela expressão, postura. Quando você ilustra, você pensa em histórias, contextos para o personagem?

Tudo depende bastante da finalidade do desenho, mas normalmente gosto de pensar em alguma música para começar a criar, é da música que saem as emoções e todo o contexto da ilustração.

Dríades são criaturas que aparecem bastante nos seus trabalhos. Por quê?

Eu sempre gostei de observar árvores. Para mim, algumas delas parecem se mover dependendo da sua torção, do formato dos galhos, folhas, acho incrível a tonalidade das folhas mudando junto com as estações e o musgo que se espalha pela raiz e tronco… mas, por mais que eu procure um motivo específico para o meu fascínio pelas Dríades, eu não consigo encontrar um que seja satisfatório e responda a essa questão de forma convincente. Embora um “eu gosto de árvores” pareça simples, é o que me deixa satisfeita no momento.

Quais suas referências, inspirações?

Acredito que no processo artístico tudo acaba virando inspiração, mesmo que implicitamente. Mas daquilo que é visível, posso falar que há um pouco do traço nipônico no meu trabalho, já que cresci assistindo animes e sentais e gosto muito de ler mangás. Tenho grande admiração pelos desenhos de Hayao Miyazaki, Yoshitaka Amano e, fugindo da linha japonesa, Ignácio Justo (grande mestre dos quadrinhos brasileiros), que me ajudou a melhorar meu desenho de figura humana. Uso como referência a natureza e as composições musicais clássicas e atuais que contam histórias tão belas quanto as de livros.

Seu portfolio é bastante variado, com ilustrações que vão desde o cartoon até o surrealismo. Em qual estilo você se sente “em casa”?

Gosto de desenhar de tudo e me sinto bem fazendo todos os estilos, mas é claro, me sinto melhor quando não tenho que, por exemplo, copiar um rosto. Sei que as pessoas amam representações de fotografias, imagens hiper-realistas e eu particularmente admiro muito quem faz isso bem, mas devo admitir que esse não é o meu estilo.

E quanto às técnicas, você tem muita coisa em lápis, já a capa da Trasgo é digital. O que você gosta mais?

Desde sempre eu usei o lápis de cor, a aquarela foi um “amor à segunda vista” que cresceu durante o período de graduação, já o trabalho digital é recente. Ainda estou aprendendo a trabalhar com a ferramenta digital, mas achei que, para o estilo de ilustração que eu havia idealizado, o Photoshop seria o melhor caminho. Mesmo assim é possível ver um pouco do traço artesanal no desenho (deixei o esboço de fundo). Quando se trata de preferência, gosto de tudo que me possibilite desenhar.

Quem quer conhecer melhor o seu trabalho, encomendar uma ilustração ou comprar uma obra, qual o caminho?

Pelo blog (kellydesenhos.blogspot.com.br) ou me contactando via e-mail kelly.santos.desenhos @ gmail.com.

Editor
Editor
Rodrigo van Kampen é escritor, editor da Revista Trasgo, redator publicitário e foge de moto nos fins de semana. Já publicou em coletâneas da Aquário, Draco e em publicações independentes. Mora em Campinas com sua esposa e uma vira-lata, escreve em viverdaescrita.com.br e pode ser encontrado no Twitter como @rodrigovk.

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Um comentário

  1. Carol / 28 de janeiro de 2016 at 21:54 / Responder

    Nossa, amei o seu trabalho, é incrivel! Parabéns mesmo!! Mas a única rede social que uso é Instagram. Você não teria uma conta por lá para eu acompanhar o seu trabalho? XD

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