Entrevista – Karen Alvares

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Karen Alvares vive em Santos (SP) e escreve desde a adolescência. Foi publicada em diversas antologias da Editora Draco e da Andross. Publicou de maneira independente os livros Noites Negras de Natal e outras histórias e Horror em Gotas. Seu livro Alameda dos Pesadelos está em fase de edição. Adora terror, mundos fantásticos, chocolate e gatinhos.

Azul é um conto de fantasia urbana que vai se construindo aos poucos até o primeiro choque. De onde esse conto surgiu?

Azul, como vários dos meus contos, surgiu de um sonho do meu marido. Ele vive tendo pesadelos malucos. Dessa vez ele disse: "sonhei que uma mulher que tinha o corpo todo azul, qual o final?" Sempre é assim: ele me conta as histórias e quer que eu descubra o final delas.

Há cenas bastante vivas no ônibus, com descrições de detalhes muito interessantes. Você anda muito de ônibus? Acha que essas vivências mundanas enriquecem a escrita?

Vixe, e como andei (e ainda ando!) de ônibus! Se bem que agora ando substituindo-o bastante pela bicicleta (e já inseri esse hábito também em algumas histórias), mas ainda uso bastante o transporte público. Não tenho carro, então o negócio é mesmo bicicleta e ônibus. Acredito sim que as experiências do nosso dia-a-dia trazem detalhes enriquecedores para a escrita. Dá para falar com muito mais propriedade do que se viveu e experimentou.

Mais algum detalhe do conto Azul que você gostaria de destacar?

Com Azul tentei mostrar o conflito entre o desespero e a consciência. Até onde uma pessoa pode chegar quando está presa em uma situação apavorante?

Azul é um conto de horror, publicado também em seu livro Horror em Gotas, que você lançou recentemente. Por que a preferência pelo gênero?

O horror sempre foi um gênero que me atraiu. Desde muito cedo me interessei por filmes de terror, bem como obras do gênero, especialmente os livros e contos do Stephen King. Acho que por isso tantas das minhas histórias são voltadas para esse tema, pois quero que os leitores sintam as mesmas coisas que sinto e se divirtam tanto quanto eu quando leio histórias de terror.

Você participou do blog Um Ano de Medo. Qual experiência você tirou disso e de outras experiências semelhantes, se gostaria de citar alguma.

Aprendi muito com o projeto Um Ano de Medo. Agora trabalho melhor com deadlines, bem como com obrigações. Ficou um pouco mais natural escrever, especialmente se forem contos curtos, como era a ideia do projeto. Além disso, aprendi demais com todos os talentosos autores que participaram do projeto. Só tenho a agradecê-los.

Além desse projeto, acho que algumas outras experiências semelhantes que me fizeram crescer como autora foram os desafios dos quais participei. Já fiz alguns, inclusive em parceria com a autora Melissa de Sá, com quem divido a autoria de Noites Negras de Natal e outras histórias – inclusive esse livro foi produto de um desafio que impusemos a nós mesmas. No momento estou participando do NaNoWriMo e tentando escrever um livro de 50 mil palavras em um mês. Espero que consiga, mas mesmo que não atinja a meta, o aprendizado é enorme.

Você lançou de modo independente os livros de contos Horror em Gotas e Noites Negras de Natal na Amazon, estará na coletânea Meu Amor é um Sobrevivente da editora Draco e lançou A Dama das Ameixas também pela Draco. Qual a diferença da autopublicação e de publicar por uma editora?

Acho que as duas maneiras de publicar são vantajosas. Gosto da autopublicação pois ela dá uma liberdade enorme: é fácil, rápida e em pouco tempo o livro está à venda e disponível para vários lugares do mundo, sem custos com distribuidores, etc. Por outro lado, a publicação por uma editora é muito gratificante. Além de dar mais visibilidade ao autor, já que tem um alcance muito maior, há também a possibilidade de ver seu texto impresso em um livro físico, o que acredito que seja o sonho de muitos autores. Outra enorme vantagem é que a editora é uma empresa especializada que cuida de muitas coisas como diagramação, capa e copidesque, algo que o autor tem que fazer praticamente sozinho na autopublicação – ou pagar por isso. E a cereja do bolo é que, trabalhando com uma editora, o escritor cria uma rede excelente de contatos e amigos, o que ajuda muito na carreira.

Seu lançamento mais recente é Horror em Gotas. O que o leitor pode esperar desse livro?

Horror em Gotas é uma antologia de contos de terror com 30 contos do gênero, mas mistura vários elementos, desde contos de fantasia urbana, como Azul, até contos de fantasia clássica, com monstros, mitos, demônios e outros seres. Além disso, há também uma heterogeneidade de subgêneros, que incluem romance, drama, aventura, etc. É um livro bastante diversificado, para vários gostos. A maioria dos contos foram publicados ou escritos anteriormente para o projeto Um Ano de Medo, mas foram reescritos e revisados especialmente para essa antologia. Há também um conto totalmente inédito no final do livro. Horror em Gotas está disponível na Amazon por R$ 1,99.

Quem quiser saber mais sobre você deve ir para…?

Quem gostou do meu trabalho e quer conhecer um pouquinho mais do que eu faço pode me visitar lá no meu blog (http://papelepalavras.wordpress.com/), ou nas redes sociais: no Twitter @karen_alvares e no Facebook. Além de escrever, também sou colunista no blog literário Por Essas Páginas e no blog de games Meia Lua pra Frente e Soco.

Editor
Editor
Rodrigo van Kampen é escritor, editor da Revista Trasgo, redator publicitário e foge de moto nos fins de semana. Já publicou em coletâneas da Aquário, Draco e em publicações independentes. Mora em Campinas com sua esposa e uma vira-lata, escreve em viverdaescrita.com.br e pode ser encontrado no Twitter como @rodrigovk.

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